Ex-governador de MT fala pela primeira vez sobre esquema de grampos ilegais e se diz inocente
15/05/2019 07:51 em Novidades

O ex-governador Pedro Taques (PSDB) falou pela primeira vez após deixar o governo sobre o esquema de interceptações telefônicas ilegais registrado em Mato Grosso. Um relatório feito pela Polícia Federal não deixa claro se Taques participou ou não do esquema.

 

Na entrevista, Taques diz que quer ser ouvido no caso, com imparcialidade.

“Os meus advogados vão protocolar um documento para que eu possa ser ouvido. Eu quero ser ouvido a respeito disso, mas com imparcialidade, com aqueles que desejam chegar no resultado da verdade”, disse ele.

Ele garante que o fato de ter sido citado no esquema se deve ao ônus do cargo que ocupava.

 

“Eu não atribuo [minha inclusão] a armação política. É o ônus do cargo. Não tenho medo do cargo ou das instituições. Eu vou exerceu meu direito de defesa”, afirmou.

Taques faz questão de salientar que é acusado e sequer pode ter acesso à acusação.

“Ninguém pode ter mais interesse que o caso seja resolvido ou desvendado do que eu. Primeiro que quando eu tomei conhecimento pedi para documentar isso e imediatamente eu mandei para o Gaeco, para que investigasse. Esse foi o primeiro ponto. O sGaeco arquivou e esse é o segundo ponto. O segundo documento tinha sido protocolado e não chegou a mim. E eu sou acusado, ao que consta, sem ver a acusação, a de ter fraudado o protocolo, sendo que eu determinei a investigação sobre esta fraude no protocolo”, disse.

 

O ex-governador disse que não quer acusar ninguém, mas que “este documento que em tese teria sido protocolado no segundo momento foi encaminhado a Brasília, que o Superior Tribunal de Justiça (STJ), por meio da Polícia Federal (PF), investigou. O relatório da PF diz que, com base desses documentos não tem nenhuma participação minha, a única participação é que eu sou próximo de outros que estão sendo investigados”,

 

 
 
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